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Pecuária traz risco crescente de contaminação do solo, alerta agência da ONU

Solo

by Aline Baroni – May 8, 2018
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgou um relatório, na última quarta-feira (2), em Roma, durante um simpósio global, sobre o risco de contaminação do solo pelas atividades humanas. Dentre elas, as que mais preocupam as autoridades são a pecuária e a indústria de produtos químicos.

A criação de animais para consumo humano é um problema grave para os solos por causa do descarte de esterco. O volume dos excrementos cresce proporcionalmente à criação dos animais: a produção em nível global cresceu 66% entre 1961 e 2016, passando de 73 milhões para 124 milhões de toneladas.

O risco é ainda mais grave quando se lembra que as fezes dos animais de criação podem conter altas quantidades de metais pesados, bem como agentes patogênicos e antibióticos, que podem contaminar também a água.

Segundo a FAO, na Austrália, existem 80 mil localidades cujo solo foi contaminado. A China considera que 16% de suas terras e 19% dos solos usados na produção agrícola estão poluídos. No Espaço Econômico Europeu e nos Bálcãs Ocidentais, existem 3 milhões de locais contaminados. Nos Estados Unidos, 1,3 mil regiões estão na lista de prioridades nacionais Superfund, em que o governo inclui áreas com elevado índice de poluição.

“A contaminação dos solos afetada a comida que comemos, a água que bebemos, o ar que respiramos e a saúde de nossos ecossistemas”, afirmou a diretora-geral-adjunta da FAO, Maria Helena Semedo, durante a abertura do simpósio. “O potencial dos solos para enfrentar a contaminação é limitado e, por isso, a prevenção da contaminação dos solos deveria ser uma prioridade em todo o mundo.”

 

 

A criação de animais para o consumo tem relação direta com diversos outros problemas ambientais, como o efeito estufa, desmatamento, desperdício de alimentos e devastação dos oceanos. Por isso, frear o consumo de carne, leite e ovos é combater a crueldade animal, mas também promover um planeta mais saudável e seguro para todos.

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Fonte: Mercy for Animals Brasil

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